E a vida, ainda que ácida nesses tempos, continua. Ela, como a água é contínua, fluida. Ora tsunami, ora garoa. Nos sacode como a força das ondas do mar. A vida da gente começa na água, dentro da mãe. A vida às vezes é tempestade e às vezes é a água abençoada que vem nos matar a sede. A vida é também uma sede infinita e traz perguntas que jamais serão respondidas. Às vezes, podemos nos perder no reflexo da água, como Narciso ou Ismália... Às vezes, a correnteza nos leva. Noutras nos traz. A vida tem seus estados, assim como a água e, ao longo dela, vamos nos transmutando, mas seja como for e, assim como a água, jamais perderemos nossa essência primeira. [Priscila Modanesi]